Pergunta-se o amor perdido
Onde mora o alento de suas dores?
Responde-se de iniciativa
Que na beira do rio que corre de seus olhos
Não há tal alívio
Que na razão de mil criações geniais
Não há o conforto
Que na soma dos amores de uma vida
Não há mais que a ilusão
De que ter amado bastou.
quarta-feira, 9 de outubro de 2024
o quanto baste
terça-feira, 27 de agosto de 2024
A saga do morto-morto
Houve um tempo que já fui coração
Mas aí me fizeram cabeça e mão.
Virei pernas, fígado, barriga,
Pressa, ódio, fome e fadiga.
Onde houve cabeça há uma imensidão
E um buraco vertendo dor onde fui coração.
Hoje sou pele, osso, corpo, só,
Sozinho, torto, morto, pó.
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